às cinco horas da tarde
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quinta-feira, 24 de março de 2011
MA BOHÈME (Fantasie)
E lá me ia, as mãos nos bolsos furados,
E meu casaco era também o ideal.
Eu ia sob o céu, Musa! e te era leal;
E meu casaco era também o ideal.
Eu ia sob o céu, Musa! e te era leal;
TERCEIRO SONETO DE "LES STUPRA"
Franzida e obscura como um ilhós
Violeta,
Ela respira, humilde, entre a relva
Rociada
Ainda do amor que desce a branda
Rampa das
Brancas nádegas até o coração da
Greta.
Filamentos iguais a lágrimas de leite
Choraram sob o vento atroz que os
Arrecada
E os impele através de marnas
Arruivadas
Até perderem-se na fenda dos
Deleites.
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Violeta,
Ela respira, humilde, entre a relva
Rociada
Ainda do amor que desce a branda
Rampa das
Brancas nádegas até o coração da
Greta.
Filamentos iguais a lágrimas de leite
Choraram sob o vento atroz que os
Arrecada
E os impele através de marnas
Arruivadas
Até perderem-se na fenda dos
Deleites.
Moi
Sou sim aquela brisa que sentiste ao soarem o meu nome
Por que achava que iria me esquecer?
Já que não te darei este descanso
Sou brisa, sou gota, sou poeira
Inofensiva até que atinja teus olhos.
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Por que achava que iria me esquecer?
Já que não te darei este descanso
Sou brisa, sou gota, sou poeira
Inofensiva até que atinja teus olhos.
quarta-feira, 23 de março de 2011
O Suspiro
Voai, brandos meninos tentadores,
Filhos de Vénus, deuses da ternura,
Adoçai-me a saudade amarga e dura,
Levai-me este suspiro aos meus amores:
Dizei-lhe que nasceu dos dissabores
Que influi nos corações a formosura;
Dizei-lhe que é penhor da fé mais pura,
Porção do mais leal dos amadores:
Se o fado para mim sempre mesquinho,
A outro of'rece o bem de que me afasta,
E em ais lhe envia Ulina o seu carinho:
Quando um deles soltar na esfera vasta,
Trazei-o a mim, torcendo-lhe o caminho;
Eu sou tão infeliz, que isso me basta.
Sonho
De suspirar em vão já fatigado,
Dando trégua a meus males eu dormia;
Eis que junto de mim sonhei que via
Da Morte o gesto lívido e mirrado:
Curva fouce no punho descarnado
Sustentava a cruel, e me dizia:
Eu venho terminar tua agonia;
Morre, não penes mais, ó desgraçado!
Quis ferir-me, e de Amor foi atalhada,
Que armado de cruentos passadores
Aparece, e lhe diz com voz irada:
Que esta vida infeliz está guardada
Para vítima só de meus furores.
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Dando trégua a meus males eu dormia;
Eis que junto de mim sonhei que via
Da Morte o gesto lívido e mirrado:
Curva fouce no punho descarnado
Sustentava a cruel, e me dizia:
Eu venho terminar tua agonia;
Morre, não penes mais, ó desgraçado!
Quis ferir-me, e de Amor foi atalhada,
Que armado de cruentos passadores
Aparece, e lhe diz com voz irada:
Que esta vida infeliz está guardada
Para vítima só de meus furores.
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